segunda-feira, 21 de abril de 2008

Em que acreditas tu?

Há dias perguntaram-me: Em que acreditas? Eu respondi: Acredito em Energia, na possibilidade de nos recriarmos e de descobrirmos através de um processo de auto-conhecimento. Acredito no Poder do Yoga e da Meditação, no poder da despreocupação, no poder da rendição (entregar-mo-nos ao que há-de ser e confiarmos no Universo) e acredito que somos água de um grande rio e que temos que fluír com ele (poder da aceitação). Claro que tudo isto leva uma vida inteira, às vezes várias para se conseguir. Mas o seu poder é indescritível.

Em que acreditam?

domingo, 20 de abril de 2008

Yoga Ásanas


Ásana de Guerreiro II
Virabhadrasana

Virabhadra é o nome de um guerreiro, reencarnação de Shiva, descrito como possuidor de milhares de cabeças, olhos e pés e usando uma pele de tigre.

Benefícios

* Fortalece e alonga pernas e tornozelos
* Fortalece as virilhas, peito, pulmões e ombros
* Estimula os órgãos abdominais
* Promove a resistência e força física e assim também a força interior
* Alivia dores nas costas, especialmente pelo segundo trimestre da gravidez
* Terapêutico para síndrome de túnel carpal, pés chatos, infertilidade, osteoporose, e dor no nervo ciático.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Pablo Neruda

No culpes a nadie, nunca te quejes de nada ni de nadie, porque fundamentalmente tú has hecho tu vida.

Acepta la responsabilidad de edificarte a ti mismo y el valor de acusarte en el fracaso para volver a empezar; corrigiéndote, el triunfo del verdadero hombre surge de las cenizas del error.

Nunca te quejes del ambiente o de los que te rodean, hay quienes en tu mismo ambiente supieron vencer, las circunstancias son buenas o malas según la voluntad o fortaleza de tu corazón.

Aprende a convertir toda situación difícil en un arma para luchar. No te quejes de tu pobreza, de tu soledad o de tu suerte, enfrenta con valor y acepta que de una u otra manera, todo dependerá de ti; no te amargues con tu propio fracaso, ni se lo cargues a otro, acéptate ahora o seguirás justificándote como un niño, recuerda que cualquier momento es bueno para comenzar y que ninguno es tan terrible para claudicar.

Deja ya de engañarte, eres la causa de ti mismo, de tu necesidad, de tu dolor, de tu fracaso. Si, tú has sido el ignorante, el irresponsable, tú, únicamente tú, nadie pudo haber sido por ti.

No olvides que la causa de tu presente es tu pasado, como la causa de tu futuro es tu presente.

Aprende de los fuertes de los audaces, imita a los enérgicos, a los vencedores, a quienes no aceptan situaciones, a quienes vencieron a pesar de todo. Piensa menos en tus problemas y más en tu trabajo y tus problemas sin alimento morirán.

Aprende a nacer desde el dolor y a ser más grande, que el más grande de los obstáculos.

Mírate en el espejo de ti mismo. Comienza a ser sincero contigo mismo. Reconociéndote por tu valor, por tu voluntad y por tu debilidad para justificarte.

Reconócete dentro de ti mismo, más libre y fuerte, dejarás de ser un títere de las circunstancias, porque tu mismo eres tu destino.

Y nadie puede sustituirte en la construcción de tu destino. Levántate mira las mañanas y respira la luz del amanecer. Tú eres parte de la fuerza de la vida Ahora despierta, camina, lucha.

Decídete y triunfarás en la vida. Nunca pienses en la suerte, porque la suerte es el pretexto de los fracasados.

PABLO NERUDA

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Óleos Essenciais


Na Natureza existe tudo o que precisamos. Em particular, as plantas são elementos de uma riqueza inigualável. Os óleos essenciais, que das mesmas se podem extraír, são substâncias voláteis, com propriedades muito importantes do ponto de vista terapêutico. Essas substâncias orgânicas voláteis, puras e extremamente potentes são considerados a alma da planta e são os principais componentes bioquímicos de acção terapêutica das plantas medicinais e aromáticas.

Aqui ficam algumas indicações terapêuticas de óleos essenciais.

Óleos essenciais – Indicações Terapêuticas
Nota: Estas indicações não dispensam a apreciação de um especialista, ou de um médico

Acne: Árvore do Chá, Benjoim do Sião, Alecrim
Aftas: Benjoim do Sião
Analgésico: Alfazema, Bergamota
Angústia: Sândalo
Apatia: Rosmaninho
Ansiedade: Cravo, menta, bergamota
Bronquite: Benjoim do Sião
Cansaço: Rosmaninho, Incenso, salva, cipreste
Caspa: Alecrim, Árvore do chá, Aloé Vera
Catarro: Alecrim
Celulite: Alecrim
Cicatrizes da pele: Alfazema, Benjoim do Sião
Concentração: Laranja
Constipações: Árvore do Chá, Benjoim do Sião
Depressão: Jasmim, gerânio, canela, alfazema, Benjoim do Sião, Bergamota
Desintoxicações: Baga de Zimbro
Desodorizante: Benjoim do Sião, Bergamota
Digestão: Bergamota
Diurético: Alfazema, Baga de Zimbro, Benjoim do Sião
Dores musculares: Benjoim do Sião
Energias negativas: Lavanda
Febre: Bergamota
Feridas: Benjoim do Sião
Frieiras: Benjoim do Sião
Gripe: Tomilho, Oregão
Inflamações: Alfazema, Benjoim do Sião, Bergamota
Melancolia: Jasmim
Obesidade: Baga de Zimbro
Pele Oleosa: Árvore do Chá
Piolhos: Árvore do chá
Psoríase: Benjoim do Sião
Purificante: Baga de Zimbro
Relaxamento: Incenso
Reumático: Alfazema
Rugas: Aloé Vera
Prostração: Rosmaninho
Seborreia: Alecrim
Sistema Imunitário: Árvore do Chá
Stress: Benjoim do Sião, Bergamota
Tosse: Benjoim do Sião

Se quiserem mais informações, não hesitem. cjcmatos@gmail.com

sábado, 29 de março de 2008

Sobre el error ..

Sobre el error ..

'... El error más grande lo cometes cuando, por temor a equivocarte, te equivocas dejando de arriesgar en el viaje hacia tus objetivos.

No se equivoca el río cuando, al encontrar una montaña en su camino, retrocede para seguir avanzando hacia el mar; se equivoca el agua que por temor a equivocarse, se estanca y se pudre en la laguna.

No se equivoca la semilla cuando muere en el surco para hacerse planta; se equivoca la que por no morir bajo la tierra, renuncia a la vida.

No se equivoca el hombre que ensaya distintos caminos para alcanzar sus metas, se equivoca aquel que por temor a equivocarse no acciona.

No se equivoca el pájaro que ensayando el primer vuelo cae al suelo, se equivoca aquel que por temor a caerse renuncia a volar permaneciendo en el nido.

Se equivocan aquellos que no aceptan que ser hombre es buscarse a sí mismo cada día, sin encontrarse nunca plenamente. Creo que al final del camino no te premiarán por lo que encuentres, sino por aquello que hayas buscado honestamente... '


Graciela E. Prepelitchi

quinta-feira, 20 de março de 2008

...


A minha avó Laura teve seis filhos. A minha mãe é a mais nova de uma prole de dois rapazes e quatro raparigas. A segunda filha mais nova, faleceu quando tinha dias. Nada sei sobre ela, nem qual a lição que a sua morte prematura, terá trazido aos meus avós. Só eles saberão. E se o entenderam nunca o partilharam com ninguém.

A relação que estabeleci com a minha avó Laura, foi, a de todos os meus avós, a que mais me marcou. Foi tão forte e intensa, que só a comparo à que empreendi com os meus pais. Por isso, o dia da sua morte, foi o mais triste da minha vida. No entanto, esse dia, foi também o início de uma série de mudanças, que me modificaram, para sempre. Foi o início de uma caminhada interior. E a partir deste dia, a vida como a conheci antes, nunca mais foi igual.

A minha avó é uma alma antiga. Quando partiu, possivelmente viveu das últimas, senão a sua última vida.

Durante a doença da minha avó, vivi um grande período de cepticismo. Não teve a ver com a doença dela. Não sei bem como surgiu. Penso que muitas vezes, as relações que estabelecemos com determinadas pessoas, em dada altura das nossa vidas, podem criar estes períodos.

Penso que me fechei a mim própria. Bloqueei. E durante sete longos anos fui uma pessoa extremamente infeliz. Fui emocionalmente submissa. Extremamente dependente do afecto dos outros, da aceitação dos outros e nunca da minha própria aceitação.

Este longo período fez de mim uma pessoa triste, pessimista e depressiva.

A partir de um determinado momento da sua doença, a minha avó entrou numa espécie de coma. Nunca mais falou comigo, nunca mais sorriu e não sei se reconhecia as pessoas que a visitavam. Ficou ali, num mundo diferente, onde já não havia comunicação.

Visitei-a todos os dias à mesma hora, durante cerca de um ano. Nessa altura, deixei também a casa onde morava em Évora e passei a ir e vir todos os dias. Para a poder ver. E porque me sentia muito desamparada.

Então, no dia em que a minha avó partiu, foi como se tivesse esperado por mim para o fazer. Esperou pela hora da minha visita. E se calhar também esperou que estivesse sozinha. Porque morreu comigo.

Naquele momento, a minha avó para sempre, que há um ano vivia num mundo só dela, abriu os olhos. Olhou para mim e sorriu. Senti a despedida. Sentia-a por todos os poros. Depois desviou o olhar e olhando no vazio, sorriu outra vez. E iniciou a sua viagem.

Nunca tinha presenciado a morte humana. E sem dúvida, que aquele momento, tatuou em mim uma imagem, que ainda hoje não consigo apagar, mas que entendo agora, de forma muito diferente.

Agradeço-lhe agora por se ter despedido de mim. Agradeço-lhe por ter esperado. E agradeço-lhe por me ter despertado de um sono longo e apagado e me ter indicado o caminho.

sexta-feira, 14 de março de 2008

O poder da cura... e o meu avô Carlos


Aqueles dias de totalidade. A manifesta sensação de que tudo estava no seu sítio. Tudo fazia sentido. Tudo irradiava harmonia. Aqueles dias, foram dias de muita paz.

Todos os dias medito e praticamente todos os dias, transformo alguns momentos da minha vida, naquela íntima sensação de saber quem sou. A harmonia daqueles dias, volta nestes momentos. E por isso sei, que esta é a minha verdadeira essência: a criança que corre livre, pelo meio das árvores; a criança que não impõe limites, nem medos, nem condiciona, nem se deixa ser condicionada.

Por esta altura, todos aqueles que já partiram faziam também parte do meu mundo. O meu avô Carlos, a minha avó Laura, a minha tia Fortunata, o meu tio Zé Vieira e o meu avô Upa Upa.

Falo deles, porque não quero esquecê-los. Falo deles, porque me ensinaram, cada um à sua maneira, a procurar entender a vida.

O meu avô Carlos foi o primeiro a fazer a passagem. Irmão do meu tio Bernado e a personificação do típico homem da família da parte do meu pai. Um homem simples, um homem da Terra. Vivia da agricultura. Plantava, colhia e vendia. Um homem para quem tudo chegava.

As lembranças que tenho deste meu avô, são vizualizações de paz. E penso que foi com ele que solidifiquei a necessidade de solidão. Porque a solidão é boa, quando não nos sentimos sós. A solidão é boa, quando funciona como a possibilidade de estamos dentro de nós. Sem mais nada. Só estar e aproveitar.

O meu avô Carlos foi a pessoa mais desapegada que conheci. Para ele não havia tempo e espaço. Não existiam bens materiais, não existia rotina. Era dono dos seus dias. E por isso não era um homem preocupado. Não me lembro de que alguma vez tenha ficado doente, à excepção dos tempos que antecederam a sua morte. Morreu porque fumava. Ou então morreu porque terminara a sua missão na terra. E o fim de todos nós tem que vir sempre mascarado com algum ou muito sofrimento.

O pai do meu pai, fez-me perceber que os melhores remédios não tem nomes complicados, nem efeitos colaterais. O meu avô Carlos, ainda hoje me faz entender, que a vida "não é nem deve ser, como um castigo que terás que viver..." (como disse também António variações). A despreocupação, o não condicionamento, a não competição social, o sol, a água, o ar puro e energético, o exercício, o descanso, a vida equilibrada e tranquila, a confiança em nós mesmos e no ser Divino que existe em nós, são a maior e melhor cura, a que algum dia poderemos aspirar.

E por isso lhe agradeço. Ao meu avô Carlos, que à sua maneira, despertou a minha chama interior de auto-conhecimento e cura interior...