quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ardha Matsyendrasana - Postura parcial de Matsyendra ou torção lateral



Ardha, em sânscrito, significa parcial, asana quer dizer postura. Matsyendra é o nome de um dos grandes sábios a que se atribui o desenvolvimento do conhecimento yogui. Assim o nome da postura significa Postura parcial de Matsyendra ou torção lateral.
É um asana que energiza a coluna vertebral, estimula o sistema digestivo, os rins e o fígado, alivia dores mentruais, fadiga e ciática. Acorda a energia Kundalini.

domingo, 2 de novembro de 2008

Insights em Sutras

"A liberdade completa é um resultado de uma indagação espiritual, que revelará um interior sem limites, transcendendo os três Gunas (as qualidades da natureza)."

Os três Gunas são: Sattva (pureza ou luz), Rajás (actividade ou vibração), e Tamas (torpor ou escuridão).

"Para experienciar uma mente ajustada (Samadhi), há que atravessar quatro passos: Auto-análise, discernimento, felicidade, e a consciência do eu."

A verdadeira auto-análise, necessita de honestidade, e é bastante difícil, para a maior parte de pessoas, de realizar. O discernimento é difícil e normalmente necessita de experiência de vida significante ou a orientação de um Guru. A felicidade pode ser aprendida, mas algumas pessoas nunca serão felizes. Por fim, "eu" é a conexão espiritual com a consciência suprema, Ser Supremo, ou Deus. Isto é o passo final para o Samadhi, mas às vezes a intolerância retém-nos e não nos permite seguir o caminho correcto. Na realidade, todos os caminhos nobres conduzem em direcção ao "eu".

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Começar outra vez


Dois meses se passaram e sinto agora a vontade do reenício. Daquilo que gosto muito. E que são muitas coisas e muitas pessoas e muitos animais... e yoga.

Depois de muitas voltas, os horários são os mesmos do ano passado:

Segunda, Terça e Quinta, das 19.30 às 20.30.

Espero-vos Segunda feira. Feliz!!! Com muita vontade de reencontro!!!

sábado, 30 de agosto de 2008

A Árvore do yoga



As Raízes

Yama - significa controle

Ahimsá - não usar nenhum tipo de violência;

Satya – fazer uso benevolente das palavras e do pensamento;

Asteya – não se apropriar daquilo que pertence a outros indivíduos;

Brahmacharya – sentimento profundo de consciência espiritual;

Aparigraha – atender as suas próprias necessidades sem se deixar levar por excessos


O Tronco

Niyama - significa autocontrole

Sauchan - manter a limpeza do corpo, do ambiente e cuidar da pureza mental;

Santosha - manter a mente em estado de paz, independente das condições externas;

Tapas - esforço sobre si próprio, determinação, comprometimento;

Swadhyaya – estudo das escrituras sagradas e de si próprio;

Ishwara-Pranidhana - a aceitação da Consciência Divina como o ideal da existência.



Os Galhos

Asana

Posturas mantidas confortavelmente


As Folhas

Pranayama

Expansão da energia vital

A Casca

Pratyahara

Direccionar os sentidos da periferia para o cerne do ser.


A Seiva

Dharana

Concentração


A Flor

Dhyana

Meditação


O Fruto

Samadhi

Iluminação, bem-aventurança, plenitude.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O acne e a essência das coisas

Quando tinha 15, 16 anos, aconteceu-me algo de terrível: acne!!! Mas não era uma borbulhinha por aqui e ali. Era acne, com toda a sua força e pujança!!! Seguiu-se o caminho normal da maior parte dos adolescentes, que como eu, não acham piada nenhuma a olharem-se ao espelho e observarem a cara completamente infectada.

A minha auto-estima desceu naquela altura, a graus negativos. Deixei de conseguir olhar as pessoas de frente. E tornei-me extremamente introvertida. Tinha a cara "feita em papas" e a dias tantos, já não me lembrava da minha face limpinha.

Entre antibióticos e cremes para a cara caríssimos, as maravilhosas borbulhas manifestavam-se nas suas mais variadas formas.

Um dermatologista surgiu e com ele a maravilha que era o Ruocutan... Sem mais tempo a perder, lá tomei aquele horroroso medicamento, durante dois anos. A minha pele transformou-se, mas eu também me transformei por dentro.

O Ruocutan (não sei se ainda hoje é comercializado), foi na altura muito comentado, porque surgiram casos de numerosos suicídios em Inglaterra, em jovens, que consumiam Ruocutan. Quando a polémica se instalou, eu já havia tomado dezenas de caixas.

O meu sistema nervoso sofreu bastante na altura. Anos mais tarde, quando me surgiram os ataques de pânico, o médico sugeriu que a alteração do meu sistema nervoso, poderia muito bem ter sido causada também, pelo estrondoso medicamento.

Então, depois do Ruocutan, iniciou-se dentro de mim uma revolta completa, contra todos os medicamentos químicos. E foi nesta altura, que pouco a pouco, se iniciou a minha autodescoberta pelo caminho da cosmética natural.

Desde cedo, habituei-me a muitos cuidados com a pele do rosto. De início fui obrigada a tal, devido ao acne. Mas depois tornou-se um hábito inseparável.

Quando comecei a estudar Biologia, comecei a entender muito melhor, como é que tudo se processa no nosso corpo. A nossa pele é uma esponja ávida de tudo o que nela colocamos e, inevitavelmente, conduz as substâncias que por ela penetram até à corrente sanguínea. É sempre assim. Um creme pode até nem fazer grande efeito na pele, mas de certeza que as substâncias que possui, são absorvidas pelo nosso organismo. E, neste caso nem tudo o que entra, sai. Pode iniciar-se um processo de bioacumulação de metais pesados (por exemplo), ou de outras substâncias tóxicas.

Algures no tempo, no espaço e numa revista qualquer, li algo deste género: "Seria capaz de se alimentar, ou oferecer à sua família, como alimento, aquilo que coloca na sua pele?...

E foi assim que cheguei à conclusão, de que só deveria colocar na minha pele, algo que pudesse efectivamente comer, sem qualquer medo.

E depois de um longo caminho, cheguei às propriedades das plantas e finalmente à sua essência pura - os óleos essenciais.

Neste momento, com excepções para quando os compro já feitos (por falta de tempo), todos os cosméticos que utilizo, são elaborados por mim e são completamente naturais.

Não gosto muito de cozinhar, mas fazer cosméticos, utilizando óleos e matérias naturais, é uma espécie de dança culinária, à qual me habituei com entusiasmo crescente. Neste momento, é uma das coisas que mais prazer me dá fazer na vida.

Se calhar se não tivesse tido acne e se não tivesse tomado tal aversão a Ruocutans e afins, talvez não me teria deixado absorver por tudo o que sei hoje sobre aromaterapia e cosmética.

De facto, nada acontece por acaso... Precisamos de estar mais atentos!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Alimentação vegetariana



A base da pirâmide (por ser mais larga), mostra-nos os alimentos que devemos ingerir em maior quantidade. O topo mostra-nos o inverso.

Aqui fica a sugestão...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O meu desafio.. e a minha lição...

Há 10 meses atrás, saíram as colocações para os professores contratados como eu. Nessa altura, soube que havia ficado colocada a 90 Kms de distância. Culpa minha, porque obviamente coloquei esse sítio a concurso. Mas, havia sido o mais longe kilométricamente falando, para o qual havia concorrido e obviamente na esperança de ficar mais perto. Mas tal não aconteceu.

Fiquei triste. Haviam duas possibilidades: ou iria fazer 180 Kms diariamente, a entrar sempre às 8.30 da manhã, ou alugava casa lá e não poderia fazer uma das coisas que mais gosto: as minhas aulas de yoga.

Ponderando todos os benefícios e contras, optei claramente pela primeira hipótese. O yoga, é para mim, a claridade no meio da escuridão. Claro que, na ponderação, contou também a minha família e a minha casa. São um dos meus pontos de equílibrio.

Então mentalizei-me. Pensei: há coisas bem piores - pelo menos tenho trabalho!!! E pensei: hei-de conseguir!!!

O ano lectivo terminou hoje para mim!!! As viagens terminaram (pelo menos por agora). Hoje fui à Escola. Já não ia lá há uma semana, devido à impiedosa pedra no rim, que me torturou, nos últimos dias.

Fui lá e fiz a viagem. E desta vez foi uma viagem diferente. Não só porque me ia despedir, mas também porque a viagem me pareceu interminável. E pensei: como é que eu fui capaz? Um ano inteiro, todos os dias...

Mas fui!!!

Fui capaz de fazer algo que à partida julgava extremamente difícil e sinto-me mais forte.

Então, julgo que, como tudo na vida, este foi mais um obstáculo que tive de ultrapassar, para me sentir mais capaz... mais capaz da vida. De agarrar a vida e fazer o que for preciso. De lutar para fazer o que gosto. Lutei e fui capaz. Venci esta etapa!!! E aprendi que, por vezes impomos limites a nós mesmos, que não existem. E aprendi que, tudo, mas mesmo tudo, depende da forma como vemos a realidade. Ou a enfrentamos, mesmo com medos, com cansaço, com dores; ou então refugiamo-nos na pena por nós mesmos. E este penso que será o mais triste desenlace.

É claro que foi um ano muito difícil. Muito rígido. Muitas viagens. Muito pouca vontade de fazer outro tipo de viagens!!!

Mas passou... E fui capaz!!!

"A noite passada o paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estava do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti, disse baixinho "Olá"
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então tu olhaste, depois sorriste
disseste "'Inda bem que voltaste"

Sérgio Godinho